terça-feira, outubro 4, 2022
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Justiça manda despejar pastores após Igreja Universal não pagar aluguel

Por falta de pagamento, a Justiça de São Paulo determinou o despejo de um imóvel alugado pela Igreja Universal do Reino de Deus.

O imóvel fica localizado na cidade de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, pertencente à aposentada I.P., de 62 anos. A casa foi alugada para a Universal em 2011 para servir como residência para pastores da instituição.

De acordo com o processo judicial aberto pela aposentada, a igreja não paga o aluguel desde junho de 2020, o que, segundo ela, totaliza uma dívida de cerca de R$ 30 mil.

Na defesa apresentada à Justiça, a Universal disse que, por conta da pandemia do coronavírus, enfrentou dificuldades e “lamentavelmente não conseguiu honrar pontualmente todos os seus compromissos, como sempre fez”.

Mesmo sem negar a dívida, a denominação questiona os valores cobrados pela aposentada, argumentando que o débito é, na verdade, de R$ 16 mil.

Para o juiz José Luis Pereira Andrade, a igreja apresentou a defesa fora do prazo previsto em lei, e condenou a instituição a pagar os valores cobrados pela aposentada, com acréscimos de juros, multa, determinando também o despejo do imóvel.

A Universal ainda pode recorrer da decisão

Uma das justificativas da igreja, que foi apresentada à Justiça, é que a situação é uma decorrência do decreto que estabeleceu a quarentena em razão da pandemia com o fechamento integral dos serviços considerados como não essenciais.

“Assim, teve início um período de grande desgaste financeiro para a Universal, que foi obrigada a fechar suas portas por longo período, obrigando-a a suspender o pagamento de todas as suas obrigações financeiras”, afirmou a defesa da Universal.

A Universal, que ressalta nos processos ser uma entidade sem fins lucrativos, disse que “sempre foi exímia pagadora de seus compromissos”.

“Infelizmente só deixou de efetuar os pagamentos em face ao fechamento das portas de suas igrejas e da diminuição considerável de suas receitas”, acrescentou.

A Universal tem tentado estabelecer acordos com os credores desde o fim da pandemia e a reabertura dos templos.

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