quarta-feira, dezembro 7, 2022
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‘Dor provocada pela doença do refluxo pode ser confundida com infarto’, alerta Marcelo Heidrich

A Doença do Refluxo Gastro Esôfago (DRGE) é uma patologia que tem como característica o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Conforme explica o cirurgião geral Marcelo Marcos Heidrich, o problema é que a mucosa do esôfago não está preparada para receber estas substâncias ácidas e irritantes, por isso, ocasiona diversos sintomas.

“Soluços, arrotos e náuseas após comer são bastante comuns, podendo, ainda, provocar tosse seca e dor torácica. Além de atingir a laringe e o esôfago, o refluxo também pode causar problemas dentários”, esclarece Marcelo Heidrich, destacando que pessoas com sobrepeso ou obesos, fumantes e mulheres grávidas são mais propensas a apresentar DRGE.

Marcelo Heidrich chama atenção para o fato de que a dor provocada pela DRGE pode ser confundida com infarto. “No caso de os sintomas virem acompanhados de náuseas, vômitos, tonturas, dor no braço esquerdo ou mandíbula, é indicado procurar um serviço médico com urgência, pois pode ser um infarto cardíaco”, adverte. 

Ainda segundo Marcelo Heidrich, uma das causas da doença do refluxo é a alteração no esfíncter, que separa o esôfago do estômago, e deveria funcionar como uma barreira para impedir o retorno dos alimentos. Outra causa é a hérnia de hiato, que é o deslocamento do estômago da cavidade abdominal para a cavidade torácica. 

No entanto, o cirurgião chama a atenção para o fato de que a ingestão de determinados alimentos também pode ocasionar a DRGE. “Alta ingestão de café, chocolate, alimentos condimentados e álcool pode levar à fragilidade das estruturas musculares da região. Da mesma forma, o consumo de alimentos picantes ao longo de muitos anos pode levar à diminuição da contratibilidade do estômago, fazendo com ele permaneça distendido, e forçando sua subida para o tórax”, explica o cirurgião Marcelo Marcos Heidrich.

Considerado um problema comum pelos especialistas, a DRGE afeta cerca de 20% da população brasileira. Quando diagnosticada e tratada precocemente, é possível ter qualidade de vida e bem-estar.

Entre os principais sintomas da Doença do Refluxo Gastro Esôfago, segundo Marcelo Heidrich, estão a azia, caracterizada por uma sensação de queimação na região do esôfago; dor torácica, confundida muitas vezes como angina ou mesmo infarto; dor abdominal superior no peito; regurgitação de líquido azedo ou alimentos; dificuldade para engolir; sensação de um nó na garganta e até mesmo doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, asma e bronquite.

De acordo com o cirurgião, exames endoscopia digestiva alta e PHmetria são suficientes para diagnosticar a DRGE. Já o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. “A cirurgia é indicada para os casos de hérnia de hiato e para pacientes que têm refluxo de repetição, o qual provoca esofagite grave”, esclarece Marcelo Marcos Heidrich.

O tratamento clínico, por sua vez, envolve a inclusão de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago, favorecendo o esvaziamento gástrico. No entanto, o cirurgião Marcelo Heidrich alerta para outros cuidados essenciais para a diminuição dos sintomas. “Geralmente há indicação de dieta para pacientes que precisam perder peso. Evitar comidas gordurosas e bebidas como cafeína e álcool também melhoram o quadro clínico. Outra indicação importante é fracionar a dieta e aguardar pelo menos três horas antes de deitar”, orienta o médico.

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